DESENTERRAR-SE NÃO É DADOS A TODOS
2022
Eis que a luz surge, aos poucos, de dentro do buraco frio e escuro no qual me confinei por 05 anos.
A depressão hoje carrega um nome simbólico para todo o processo que enfrentei. Atingi o fundo do poço, o centro oco da vida, meu maior ponto de inflexão, o que quase me custou a vida e, durante esse hiato, eu peguei na camera raras vezes. De dentro do casulo é impossivel ver o mundo.
Assim que uma pequena luz ameaçou aparecer me agarrei a ela. Foi com essa faísca em mãos que decidi revelar as poucas fotos que havia feito nesse processo de autoabandono.
Ao ver o material, percebi que meu inconsciente esteve o tempo todo lá me dizendo sobre a morte simbólica, a qual eu deveria me entregar.
Nessa pesquisa abordo minha depressão como minha grande morte em vida, um processo no qual precisei me entregar. As fotografias desse ensaio foram feitas com técnicas analógicas e digitais entre os anos de 2016 a 2021.














